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domingo, 28 de outubro de 2012

O ser ou não ser do aquecimento global

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Em finais de novembro irá ter início em Doha, capital do Qatar, a conferência da ONU para as alterações climáticas. O aquecimento global continua e ninguém sabe como pará-lo. Entretanto, há cientistas partidários da ideia de que nem se deve lutar contra o aquecimento.

O aquecimento global se daria ao dióxido de carbono CO2 que como resultado da atividade humana é emitido para a atmosfera da Terra em grandes quantidades. Contudo, existe a opinião de que o homem por princípio é incapaz de influenciar radicalmente o clima do planeta e de que todos os discursos sobre o aquecimento não passam de uma conspiração de alarmistas, políticos e industriais. Peritos em variações naturais globais partilharam a sua opinião com a Voz da Rússia sobre a escala do problema.

"Se pode responder à pergunta sobre a influência na atmosfera das emissões de CO2 com um sim, influencia ou com um não, não influencia", refere o diretor do laboratório de investigação dos problemas globais da energia do Instituto da Energia de Moscou Professor Vladimir Klimenko: 
 
"Imaginem que nos últimos 15 anos as emissões mundiais aumentaram em cerca de 20 por cento, mas a temperatura diminiu. O que é que isso significa? Que as emissões não influenciam a temperatura? Não, não significa. Existe de todo um aquecimento global? Sim, existe. Irá ele continuar? Sim, irá. Será isso perigoso para a civilização mundial? Sim, é perigoso, se não se conseguir conter esse aquecimento global nos limites de cerca de um grau a partir do nível atual".

Até há pouco tempo, se tentou combater o aquecimento global e outras alterações climáticas limitando as emissões de carbono efetuadas pelas unidades industriais. Essa luta era feita no âmbito das convenções da ONU sobre as alterações climáticas e dos acordos de limitação que as acompanharam. Essas limitações afinal não foram suficientes. Além disso, os principais emissores de CO2, a China e principalmente os EUA, não assumiram quaisquer compromissos por considerações econômicas. E não se consegue assim reduzir as emissões de carbono.

Atualmente, os cientistas propõem reduzir o CO2 diretamente na atmosfera ou então simplesmente tapar a Terra do excesso da radiação solar. No entanto, as consequências da intervenção humana na síntese natural são imprevisíveis, na opinião do diretor do programa O Clima e a Energia do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) Alexei Kokorin:

"Teoricamente, até se pode capturar o CO2 da atmosfera, essa tecnologia existe, e bombeá-la, por exemplo, para o solo ou para as profundesas do oceano. A questão é o que será mais barato neste momento? Começar a poupar energia, aprofundar a eficiência energética e desenvolver as energias renováveis? Por outro lado, existem possibilidades teóricas de influenciar o clima de forma direta, por exemplo com uma tela de enxofre. Mas essas coisas são muito perigosas. Isso por que os modelos informáticos demonstram que podemos cair numa alteração climática brusca se começarmos a fazer algo do tipo do ecrã de enxofre. E entraremos bruscamente num período glaciar".

O professor Vladimir Klimenko coloca uma questão retórica, será que vale mesmo a pena combater o aquecimento global:

"Do meu ponto de vista, não é preciso. Isso porque a relação dos fatores humanos e naturais é tal, que a velocidade do aumento da temperatura nas próximas décadas será inferior à que se atingiu nos últimos 30 anos e que assustou de tal maneira a opinião pública mundial. Um dos fatores principais é o de que a atividade solar estar a diminuir. E, portanto, se reduz a quantidade de calor que a Terra recebe do Sol. Assim, o Sol se contrapõe de forma importante ao efeito de estufa em crescimento. O problema é: qual será a resultante dos múltiplos fatores que influenciam o clima".

Na opinião de Klimenko, se para a maior parte da Rússia o aumento da temperatura pode ter uma série de consequências positivas, para muitos países de África e países insulares do Pacífico as alterações climáticas serão fatais. Só faz sentido falar sobre consequências positivas ou negativas do aquecimento global em contextos geográficos específicos.

Voz da Rússia

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