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quarta-feira, 5 de março de 2014

Em reunião, União Europeia pode aprovar sanções contra a Rússia


O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete, afirmou nesta segunda-feira (3) que os chefes de Estado e governo da União Europeia poderão aprovar sanções à Rússia caso "não haja um abrandamento" da situação na Ucrânia. No final de um Conselho Extraordinário de Negócios Estrangeiros da União Europeia, exclusivamente dedicado à questão da Ucrânia e dos últimos avanços da Rússia, o chefe da diplomacia portuguesa criticou Moscou por violar "princípios básicos do direito internacional" ao entrar na Crimeia, península no Sul da Ucrânia.

"Este é um conselho histórico porque estivemos a analisar uma violação flagrante do direito internacional pela Rússia, a Rússia não respeita a soberania e o território da Ucrânia", disse Machete. O ministro português disse que a União Europeia não quer ter de "quebrar a possibilidade dos contatos com a Rússia", mas advertiu que podem ser adotadas sanções caso "não haja um abrandamento".

A União Europeia convocou para quinta-feira de manhã (6) uma assembleia extraordinária para discutir a situação na Ucrânia. O bloco europeu ameaçou também questionar as suas relações com a Rússia, caso não seja registrada uma “contenção da escalada” na Ucrânia.

Rui Machete defendeu que "não devemos ser pessimistas", mas que na reunião de quinta-feira, os primeiros-ministros da União Europeia poderão mesmo aprovar medidas mais drásticas contra a Rússia: "Uma das hipóteses é essa, se não houver um abrandamento. Isto é um processo dinâmico, que está mudando quase de hora em hora".

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após a queda do presidente Viktor Ianukóvitch, por causa da Crimeia, península do Sul do país, onde se fala russo e está localizada a frota da Rússia no Mar Negro.

Nas últimas 24 horas, segundo Kiev, aterrisaram na Crimeia dez helicópteros russos de combate e oito aviões de transporte de tropas, sem que a Ucrânia tenha sido avisada, como estipula o tratado bilateral sobre o estatuto da frota do Mar Negro. Moscou elevou para 6 mil soldados na península da Crimeia, de acordo com o Ministério da Defesa da Ucrânia. A Câmara Alta do Parlamento Russo aprovou no sábado, por unanimidade, um pedido do presidente Vladimir Putin para autorizar "o recurso às Forças Armadas russas no território da Ucrânia".
 
O Correio de Deus
DeOlhOnafigueira

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