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terça-feira, 4 de março de 2014

Humanidade aumenta reservas de grãos perante cataclismos iminentes

 
O maior acervo de plantas agrícolas no mundo foi completado por sementes de 20 mil plantas, procedentes de 100 países. As sementes depositadas estão bem protegidas contra inundações e até uma explosão nuclear. O celeiro, situado na ilha norueguesa de Spitsbergen Ocidental, foi edificado a fim de preservar a variedade biológica local para as gerações vindouras.

Entre os exemplares mais raros, em vias de extinção, figuram sementes de miso, um ingrediente tradicional da culinária japonesa, de castanha-do-brasil e de espécies raras de tomate-cereja. As sementes destas e de outras plantas que engrossaram o depósito de Spitsbergen serão arejadas, testadas quanto ao seu poder germinativo, e substituídas por novas tantas.

A Rússia também participa deste programa internacional importante, disse à Voz da Rússia o doutor de ciências biológicas, Nikolai Dzyubenko: 

“Trata-se de uma reserva de diversidade genética para situações de emergência – uma catástrofe universal, uma guerra termonuclear ou uma inundação de larga escala. O depósito destas dimensões serve para abastecer a população da Terra com víveres, roupa e medicamentos. A Rússia entregou para o mesmo efeito cerca de 10 mil amostras segundo o princípio de “caixa negra” – enviamos contentores com sementes selados, reservando-se o direito de tê-los de volta. Isto quer dizer que as sementes não podem utilizadas sem um consentimento do proprietário do acervo. Esse último se responsabiliza pela conservação, mas não assume a responsabilidade pela vida das plantas preservadas. Em determinada altura, temos de repor essas amostras.” 

Hoje em dia, praticamente todos os Estados possuem seus respectivos bancos de sementes, os maiores dos quais se encontram nos EUA, na China e na Rússia. O Instituto Nacional Vavilov, da Rússia, conta com uma coleção de 300 mil tipos de sementes. No Instituto de Estudos de Pergelissolo, da Yakútia, foi criado um depósito federal no qual se armazenam 100 mil amostras. 

Enquanto isso, na ilha norueguesa foi construído um depósito espetacular sem análogos “invulnerável” e extremamente seguro. Se encontra à altura de 130 metros acima do nível do mar, a 1.100 km do Pólo Norte. As paredes do edifício são feitas de betão armado com a espessura de 1 metro. Além disso, o depósito é munido de portas duplas com sensores e dispositivos anti-explosão. 

A temperatura no interior se mantém a nível de 8 graus célsius negativos. E isto é muito importante por sementes variarem em função de poder germinativo. Como se apurou, as temperaturas baixas permanentes e a humidade permitem prolongar em milhares de vezes a vida de embrião, sustenta o biólogo Vladimir Murashev: 

“Nas zonas de tundra, foram descobertas covas de lêmingue com a idade de 10-15 mil anos. Estes animais tinham feito reservas de plantas diversas. Depois de abertos os covis, lá foram encontradas algumas sementes intactas que, posteriormente, germinaram apesar da sua idade.” 

O Banco Mundial de Grãos na ilha de Spitsbergen já foi batizado de “Celeiro de Juízo Final”. O acervo contém sementes de mais de 820 mil plantas cultivadas, podendo caber nele cerca de 4,5 milhões tipos de grãos. 

Voz da Rússia
DeOlhOnafigueira

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