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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Kerry acredita que paz é possível entre Israel e palestinos

O secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou nesta segunda-feira, no segundo dia de sua visita a Israel e aos territórios palestinos, que a paz é possível se as necessidade de segurança de Israel e o desejo do povo palestino de ter um Estado forem respeitadas.

Kerry conversa com funcionários do consulado americano em Jerusalém
Foto: AFP
"Creio que sim, podemos satisfazer as necessidades de segurança de Israel, e creio que são reais e, sim, podemos satisfazer as aspirações a um Estado do povo palestino. E creio que será possível conseguir progressos em relação à paz", afirmou Kerry diante do pessoal diplomático do consulado dos Estados Unidos em Jerusalém Ocidental.

O chefe da diplomacia americana também se reuniu no consulado americano com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Salam Fayyad, que lidera um governo abertamente questionado pelo movimento Fatah do presidente Mahmud Abbas.

Kerry conversa com o presidente de Israel, Shimon Perez, em um jardim privado antes do encontro oficial Foto: AFP
Kerry conversa com o presidente de Israel, Shimon Perez, em um jardim privado antes do encontro oficial - Foto: AFP
Kerry foi recebido depois pelo presidente israelense Shimon Peres, e deve jantar com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com o qual se reunirá novamente na terça pela manhã em Jerusalém.

Proveniente da Turquia, Kerry aterrissou na tarde de domingo em Tel Aviv e de lá foi para Ramallah (Cisjordânia), onde se reuniu com o presidente palestino, Mahmud Abbas.

Na conversa de 90 minutos, "construtiva", segundo um funcionário do Departamento de Estado, o presidente Abbas reiterou a Kerry sua exigência de suspensão da colonização judaica e apresentou a libertação de presos palestinos nas prisões israelenses como a maior prioridade para negociar a paz com Israel.

Kerry conversa com o líder palestino Mahmoud Abbas em Ramallah Foto: AFP
Kerry conversa com o líder palestino Mahmoud Abbas em Ramallah - Foto: AFP
Abbas disse a Kerry que libertar cerca de 4.500 detentos que estão nas prisões israelenses é "a maior prioridade para criar a atmosfera adequada para a retomada das negociações".

Também voltou a pedir uma negociação com base nas fronteiras de 1967, o que implicaria em uma retirada israelense de toda a Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.

Washington tinha avisado de antemão que o secretário de Estado não levaria um plano de paz na mala. Kerry quer, antes de tudo, "ouvir" as duas partes e "ver o que é possível" fazer para relançar as discussões em ponto morto.

Americanos e palestinos mantiveram suas discussões abertas no fim de março durante a visita histórica do presidente Barack Obama.


Terra
DeOlhOnafigueira 

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