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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Muçulmanos continuam matando cristãos em aldeias da Nigéria

cristãos-nigueria-mortosAs agências missionárias relataram que durante as últimas semanas está acontecendo graves ataques e assassinatos de cristãos na região de Plateau, no centro da Nigéria.

Na sexta-feira, um grupo de homens armados mataram seis cristãos em um ataque em Dinu, povoado do Estado de Plateau sul. Há apenas um mês pastores muçulmanos dispararam em um cristão até a morte no povoado vizinho, denunciam os líderes cristãos.

Embora as identidades dos agressores e vitimas não foi esclarecido, o reverendo Johnson Kikem, presidente do Conselho da Igreja Regional da Igreja de Cristo (COCIN), disse que alguns membros da igreja fugiram da aldeia e disseram que os agressores eram muçulmanos.

No dia 18 e junho, muçulmanos de etnia Fulani mataram Toma Vongjen, um cristão de 40 anos, no povoado de Bakin Rijiya, da área de Wase, também no estado de Plateau. Segundo a mesma fonte, também destruiram templos cristãos em quatro aldeias próximas, na zona sul do estado.

As lutas pelo território entre pastores e agricultores são intercaladas com o choque religioso nesta área, onde suspeita que grupos extremistas islâmicos tenham inflamado o ódio dos pastores muçulmanos Fulani, para os agricultores, de etnia Tarok e predominantemente cristãos.

No dia 27 de junho, ocorreu outro grave ataque em outras três aldeias ao sul de Plateau, na área de Langtang. Mais de 30 homens cristãos, mulheres e crianças foram assassinados por supostos e extremistas islâmicos, disseram as autoridades.

“Este não é um caso de crise étnica entre os Fulani e os Tarok. Se trata de alguns homens armados que chegaram recentemente nesta região”, disse o general Henry Ayoola, comandante do STF no estado de Plateau.

Descobrimos que a maioria dos agressores não são nigerianos.“, afirmou. Dois dos agressores foram presos, mas o exército não deu nenhuma informação sobre as suas identidades.

O porta-voz Fulani Sanihu Jauro, negou que os pastores muçulmanos Fulani participaram nos massacres na região de Langtang. A BBC informou que os pastores tomaram represália porque 1000 cabeças de gado haviam sido roubadas antes dos ataques e que as autoridades tinha sido insensível com os apelos Fulano de proteção. Segundo informações oficiais, foram recuperado cerca de 500 dos animais e estão à procura do restante.

O número de cristãos mortos chega a 70“, disse representante das igrejas (COCIN). “Os agressores muçulmanos perseguiram suas vitimas cristãs em motocicletas e os matavam enquanto tentavam escapar. Muitos cadáveres foram recuperados da selva, e acreditamos que mais podem ser encontrados“.

Marcos Lipdo, diretor executivo da Fundação Stefanos, uma organização de serviços aos perseguidos, confirmou os ataques em um comunicado à imprensa, dizendo que milhares de cristãos fugiram. Nanman Darko, presidente do Comitê de Gestão da Junta do Governo de Langtang do Sul, disse ao Morning Star News, que mais de 6 mil pessoas desalojadas refugiaram-se na cidade de Mabudi.

Portal Padom
DeOlhOnafigueira

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