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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Para UE colonização em Jerusalém ameaça solução com dois Estados

A União Europeia (UE) condenou a colonização israelense em Jerusalém Oriental ocupada e anexada, que pode tornar inviável uma solução com dois Estados, um israelense e outro palestino, e recomenda aos países membros impedir as transações financeiras com as colônias. 

Manifestantes palestinos resistem ao serem detidos por soldados israelenses perto de Burin, na Cisjordânia

Manifestantes palestinos resistem ao serem detidos por soldados israelenses

Em um relatório, os chefes de missão dos países da UE em Jerusalém e Ramallah recomendam que o bloco deve "impedir as transações financeiras, incluindo os investimentos estrangeiros diretos, em favor de atividades, infraestruturas e serviços nas colônias".

"Se a aplicação da atual política israelense continuar, em particular a colonização, a perspectiva de Jerusalém como futura capital de dois Estados, Israel e Palestina, se tornará praticamente inviável", destaca o documento, que considera a colonização a "mais grave ameaça para uma solução com dois Estados".
 
"Para que seja alcançada a solução de dois Estados, Jerusalém deve ser a futura capital de dois Estados, Israel e Palestina", afirmam os chefes de missão da UE, que lamentam que Israel busque "ativamente perpetuar sua anexação ilegal de Jerusalém Oriental".

A colonização israelense é "sistemática, deliberada e provocadora", segundo o texto, o que "abala a confiança entre as partes, colocando em perigo as perspectivas físicas de criação de um Estado palestino viável e contíguo, tornando mais difíceis os compromissos necessários para a paz à medida que aumenta a população as colônias".

"Qualquer atividade de colonização acontece quase invariavelmente com o apoio do governo israelense e do município de Jerusalém", segundo os autores, que apontam que apenas o "Estado de Israel está em condições de deter a expansão da colonização".

O documento destaca em particular a colonização do lado sul de Jerusalém, o que ameaça criar uma "tampa efetiva entre Jerusalém Oriental e Belém (Cisjordânia) ao fim de 2013", e o projeto E1, que "dividiria a Cisjordânia em duas partes separadas, norte e sul".

No relatório enviado a Bruxelas, os chefes de Missão recomendam a "intensificação dos esforços da UE para contra-atacar a colonização em Jerusalém Oriental e seus arredores, o que é uma ameaça particular para a solução de dois Estados".

Os diplomatas também apelam para "garantir a estrita aplicação do Acordo de Associação UE-Israel, em particular para que os produtos fabricados nas colônias não tenham o tratamento preferencial" previsto no acordo.

Apesar da proclamada anexação de Jerusalém Oriental e "apesar de os palestinos constituírem aproximadamente 37% da população de Jerusalém, o município não gasta mais de 10% de seu orçamento total nos territórios palestinos", destacam os chefes de Missão da UE.
 
Israel considera Jerusalém como sua capital "única e indivisível", mas a comunidade internacional não reconhece a anexação, de 1967, da parte oriental ocupada da cidade, onde vivem 200.000 israelenses em áreas de colonização judaicas e que os palestinos desejam transformar na capital do Estado a que aspiram criar no futuro.
 
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