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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Silêncio israelense sobre a Síria é estratégico

Israelenses veem reticência como uma forma de permitir que os inimigos salvem sua honra, reduzindo assim o risco de represálias e escaladas

Placas indicando a direção e a distância de diferentes cidades no monte Bental, nas Colinas de Golã
Placas mostrando a direção e distância de cidades no monte Bental nas Colinas de Golã
Em lugar nenhum os segredos militares são divulgados imediatamente. Mas em Israel o silêncio que recobre fatos como o misterioso bombardeio aéreo de quarta-feira contra a Síria reflete uma estratégia mais profunda, relacionada à dissuasão e a uma concessão.

Além da costumeira preocupação em preservar espiões e táticas para um governo atualmente envolvido em um confronto mais grave com o Irã, os israelenses veem essa reticência como uma forma de permitir que os inimigos salvem sua honra, reduzindo assim o risco de represálias e escaladas.

Manter-se em silêncio, evitando assim as acusações de que o país se gaba provocativamente das suas investidas, também facilita a discreta cooperação de Israel com alguns vizinhos muçulmanos -como Turquia e Jordânia-, que do contrário se sentiriam na obrigação de se distanciarem do Estado judeu.

Os líderes israelenses veem ainda um benefício doméstico por não alardear seus sucessos, já que isso poderia dar ao público interno -e aos aliados ocidentais- uma fé exagerada na sua capacidade militar.

E, diante das queixas mundiais de que um ataque não-provocado contra uma potência soberana viola o direito internacional, admitir o fato poderia servir só para gerar complicações diplomáticas.
 
Exame
DeOlhOnafigueira

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