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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O pastor e as finanças da igreja

Religião e dinheiroO grande desafio para o pastor sempre foi a questão financeira. Não somente pela sua importância dentro do Ministério, mas principalmente pela questão de integridade que se requer quando é esse o assunto.

A idéia de desafio, se refere a combate, afronta, duelo. Quando uma pessoa é incitada, provada.

E nesse assunto específico de finanças, o pastor é justamente desafiado pela sua própria consciência a se manter dentro de uma postura de integridade ética em todas as áreas de sua vida pessoal. Afinal, tem que apresentar a Deus, a si mesmo, à sua família, aos seus companheiros de ministério e à sociedade, atitudes que não denigram ou exponham a sua reputação.

Desafios para o pastor 
  • O risco de fazer do seu ministério um negócio. O salário/ganho material como motivador para o seu ministério é pecado de avareza. Este foi o pecado do profeta Balaão; de Geazi, que era auxiliar de um profeta: e de Judas Iscariotes, um dos discípulos de Jesus. E lamentavelmente tem sido esse a causa da queda de muitos pastores e obreiros. O desafio para o pastor é de viver "para o" ministério, "e não do" ministério. O pastor ser sustentado pela igreja, deve ser uma conseqüência de sua vocação e não o motivo de sua vocação.
  • Ter uma vida pessoal financeiramente correta. Administrar inadequadamente o seu próprio salário como gerente da família, coloca em dúvida sua reputação como administrador da igreja. Logo, tem o desafio de viver de acordo com o seu salário.
  • Administrar com competência, honestidade e transparência os recursos da igreja. Se o pastor faz compromissos acima do ganho da renda da igreja, no final quem vai arcar com a dívida é a própria igreja.

A Palavra de Deus, é bastante enfática sobre qual deve ser o comportamento do pastor em relação as finanças da igreja
1. Deve ser transparente ao prestar contas dos recursos financeiros relacionados ao seu ministério - II Coríntios 8.15-22
2. Deve fugir de todo tipo de cobiça - I Timóteo 6.7-11
3. Deve planejar antes de executar - Lucas 14.28-30
4. Deve rejeitar a avareza em sua vida ministerial e pessoal - II Pedro 2.14-16
5. Deve compreender que o verdadeiro lucro do seu ministério não é o financeiro - II Timóteo 6.3-6
6. Deve se dedicar ao seu chamado confiando ao Senhor o seu sustento - Mateus 10.9,10
7. Deve se dedicar voluntariamente ao seu ministério não relacionando serviço e recompensa material - II Coríntios 11.7-9

 
Assim, para não ser comprometido, orienta-se que o pastor designe tal tarefa de administrar as finanças da igreja, a uma competente Diretoria/Setor de Finanças. Isso evitará que o pastor trate diretamente sobre o assunto dinheiro com o povo, hábito corriqueiro em igrejas que ainda não estão estruturadas ou que o líder tem a mania de ter o controle de tudo. O pastor tem que estar cônscio da necessidade de ser transparente com seus atos.

Para ser bem sucedido sem causar danos ao seu ministério, o pastor...
1. NUNCA deve aplicar o dinheiro da Igreja em benefício pessoal e nem o dinheiro pessoal em benefício da Igreja.
2. NUNCA deve manipular o dinheiro da Igreja de modo a causar desconfiança, suspeita e acusações.
3. NUNCA deve utilizar as finanças da Igreja para tirar algum tipo de vantagens pessoais.
4. NUNCA deve endividar a igreja por falta de planejamento na compra, na programação de eventos, onerando a capacidade de receita.
5. NUNCA deve ou a quem for delegado tal tarefa, de prestar contas do movimento financeiro da igreja.
6. NUNCA deve fazer do ministério um meio de aumentar os seus lucros e vantagens financeiras.
7. NUNCA deve desviar recursos da igreja destinados a tal finalidade, mesmo que seja para uma simples compra de uma lâmpada.

Alguns pastores se corromperam
O preocupante é que essa postura requerida pela Palavra de Deus, bem como pelas regras para que se tenha uma boa gestão financeira, visando a superação dos desafios, não tem sido motivo de preocupação para alguns líderes. Conscientemente fizeram da Casa de Deus um modo de ganhar dinheiro – se corromperam. E passam a ser um peso para a igreja pois, comumente, criam uma série de artimanhas para cobrirem os seus gastos, ludibriando a boa fé dos seus liderados. Fazem da Casa de Deus um comércio para suprir as suas necessidades pessoais.

Talvez por cegueira espiritual, talvez por falta de sabedoria, talvez por desonestidade mesmo, fazem dos cultos a Deus, um momento de “limpar” os bolsos dos que estiverem presentes. Para conseguirem o seu intento, desvirtuam a Palavra de Deus, argumentando que não contribuir financeiramente, ou não “entregar” o dízimo, ou não ofertar, conduz o homem ao inferno, dentre outras heresias.

O complicado é que tal prática – de pedir dinheiro em troca de bençãos, se resumia a uma meia dúzia de instituições religiosas. Já nos dias atuais, está corriqueiro em quase todas. Essa turma quer se enriquecer ou gozar de privilégios inconvenientes por intermédio do dinheiro do povo que na sua grande maioria é leiga e obediente. Lamentável.

Em contrapartida, os mais entendidos, fogem das igrejas devido o crescimento da desonestidade por parte dos seus líderes. Alguns frequentadores, mais experientes, simplesmente permanecem mas sem comprometimento justamente para não terem os seus bens subtraídos. Pastores desacreditados... a igreja em declínio.
Creio que um dos grandes desafios dessa geração é mudar a imagem dessa igreja.
Há de ressaltar, que talvez muitos pastores não tenham o conhecimento, de que a administração de recursos financeiros de uma instituição de modo desonesto (crime doloso ou ato ilícito praticado com intenção voluntária) ou irresponsável (crime culposo ou ato ilícito praticado por omissão ou improbidade) não somente é transgressão aos olhos de Deus, mas incompetência e crime aos olhos dos homens.
Conforme diria um velho e experiente pastor, aconselhando novos pastores: “Tenham cuidado com a mulher e o dinheiro que são alheios”.
Um líder "queimado" na área financeira, acarreta um estrago para a igreja e para o Evangelho.

Se detectar que o seu líder é um mercenário da fé, meu conselho é: Fuja dele!

E que Deus tenha misericórdia da Sua Igreja nesses últimos dias.

A. C. Carrafa
DeOlhOnafigueira

4 comentários:

  1. Boa tarde! Tudo isto é o verdadeiro exemplo e a conduta que todos os Pastores deveriam seguir em todas as Igrejas! Infelizmente tenho que admitir que são poucas as igrejas que se regem por uma conduta de transparência, Honestidade e Integridade tal e qual como esta. É ainda mais lamentável quando há necessidade de resolver estas situações e que a grande parte destes Pastores defendem o Pastor que é corrupto e culpam ainda por cima as ovelhas por se levantarem contra a (Unção do Pastor).Acreditem que é verdade! E poucos são aqueles que até querem falar sobre estes assuntos quando são convidados para orientação numa Igreja quando o Pastor tem uma conduta danosa com as finanças da Igreja. Até somos ameaçados de disciplina ou ate ser expulsos. Irmãos isto aconteceu comigo e com a minha esposa na Igreja que frequentava-mos. Muito obrigado e que o Senhor nos dê sabedoria e discernimento para estarmos atentos.

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    Respostas
    1. Olá Francisco,

      Lamentavelmente são muitos líderes que se corromperam. Muitas igrejas se tornaram uma forma de negócio para muitos homens. Administram como se fossem donos. Alguns burlam o Estatuto para justamente se perpetuarem na liderança e, muitas vezes, como num sistema monárquico, somente são substituídos por um dos seus filhos. E ai daquele que se opor! Será rebelde e estará destinado ao inferno! Assim dizem.

      Além disso, levados por essa questão financeira e buscando legalidade para os seus atos, tornou-se modismo ensinar a "teologia da prosperidade". Líderes referenciados no Brasil, especificamente, hoje apregoam tal ensino. E isso induz outros a praticarem o mesmo ensino. Com isso, está cada dia mais difícil frequentar uma igreja em que a questão financeira não seja o tema central nas reuniões. Tudo gira em torno do dinheiro. Principalmente se precisa receber algo de Deus. É assim que pregam. Virou uma pandemia...

      O que nos conforta é que bem sabemos que estamos vivendo os últimos dias da igreja na Terra e é necessário que essas coisas aconteçam para que se manifestem os filhos das trevas! E que Deus nos guarde para que nunca corroboremos com tais práticas.

      Nunca cesse de combater, Francisco! Nunca desista de se opor a tais práticas! Deus precisa de homens, que não arrede o pé, que não se curve, que não se cale, diante do pecado!

      Que Deus nos capacite nessa batalha.

      Rebeldes são eles que saíram da vontade de Deus. Deixaram de apascentar. Que das ovelhas querem somente a gordura.

      E Ele, que cuida de você e de sua família, certamente lhes guiará para estar junto de um povo onde tal prática é combatida. Bem sabes que não estão sós. Deus tem aberto os olhos de muitos a enxergarem o que tais lobos estão fazendo. E o Senhor está ajuntando tais pessoas! Que Deus lhes abençoem!

      No momento de Deus, tais indivíduos, que se passam como bons pastores, pagarão um preço. Essa é a minha certeza...

      E obrigado por visitar o blog.

      Abraços,

      Antonio C. Carrafa

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Conceição Carrafa22 de janeiro de 2014 22:18

    Lamentável a atitude de alguns pastores, pois muitas pessoas vão a igreja em busca de alimento espiritual e saem decepcionados não voltando mais.

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