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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Netanyahu: Israel aprendeu a não renunciar a ataques preventivos

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira que seu país aprendeu das lições do passado a "não renunciar aos ataques preventivos" e garantiu que o temor a uma reação internacional não deve impedir Israel de levá-los a cabo caso considere necessário.
 
Em discurso para o parlamento israelense (Knesset) pelo 40º aniversário da guerra do Yom Kippur (1973), Netanyahu disse que Israel aprendeu nesse conflito a "não subestimar o inimigo, não ignorar os perigos e não renunciar a ataques preventivos".

"Então pagamos o preço da esperança. Não cometeremos esse erro de novo", disse o chefe do Executivo no mesmo dia em que o Irã começou em Genebra negociações sobre seu programa nuclear com um grupo de seis países, entre eles Estados Unidos e Rússia.

Netanyahu disse que a decisão de um ataque preventivo é "uma das mais duras que um governo pode tomar" porque nunca se pode comprovar o que aconteceria caso não a tomasse.

"A paz se consegue através da força, quando os países hostis ao nosso redor entendem que Israel é muito forte e que não vai desaparecer", disse, e deu os exemplos dos acordos de paz conseguidos após a guerra do Yom Kippur com Egito e Jordânia.

Além disso, disse que aliviar as sanções contra o Irã antes que sejam realmente efetivas seria "um erro histórico" e ressaltou que a pressão internacional é o que leva os iranianos a fazer concessões.

O primeiro-ministro indicou que um ataque preventivo "não se requer em todas as situações, mas deve ser levado em conta cuidadosamente como uma opção viável".

"Há circunstâncias nas quais esperar uma resposta internacional em uma ação como essa não é igual ao alto preço que poderíamos ser forçados a pagar por sofrer um golpe estratégico ao qual deveremos responder mais tarde", manifestou.

Sobre as atuais conversas diretas de paz com os palestinos, Netanyahu considerou "importante" chegar a paz com os palestinos "dirigidos por um governo que não chama a nossa destruição".

"Não queremos um estado binacional e não queremos guerra", antes de ressaltar que deseja "uma paz duradoura" e que seu governo "não desperdiçará uma oportunidade real com um parceiro que esteja disposto a se adaptar à realidade" em referência ao atual lider palestino. 
 
Terra
DeOlhOnafigueira

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