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domingo, 19 de outubro de 2014

Estudo bíblico de Netanyahu enfatiza a ligação dos judeus à terra de Israel

Aquilo que infelizmente alguns líderes evangélicos teimam em não querer reconhecer, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu reitera convictamente a partir do seu estudo das Escrituras (Antigo Testamento): o direito dos judeus à sua Terra, a terra da promessa, a Terra de Israel.
 
Essa teimosia de certos líderes evangélicos tem certamente mais a ver com problemas pessoais relacionados com a aceitação do plano de Deus para com os judeus e com Israel, ou talvez com uma interpretação da Bíblia "a la carte", ou  até com resquícios de anti-semitismo...
 
Felizmente, tal como eu, há milhões de cristãos sionistas que lêem a Bíblia de forma literal, interpretando as promessas de Deus para Israel como efetivas, nunca anuladas, nem passíveis de mudança - ou Deus deixaria de o ser.

Estudo bíblico regular dirigido por Netanyahu
Mais crente nas promessas de Deus do que alguns desses ditos "cristãos" ignorantes quanto a muito daquilo que a Bíblia ensina, o primeiro-ministro israelita tem estado a dirigir reuniões regulares de estudo bíblico no seu gabinete ministerial. 
 
Esta foi a sexta vez que o grupo se reuniu, e a ênfase do estudo foi precisamente versando a reivindicação do povo judeu relativamente à Terra de Israel.
 
A tradição de um estudo bíblico regular no gabinete do primeiro-ministro iniciou-se exatamente com o próprio primeiro-ministro fundador do estado de Israel, David Ben Gurion, tendo depois disso sido descontinuada e restabelecida por duas vezes. 
 
Esta atual fase de estudos da Bíblia foi impulsionada pela esposa de Netanyahu, Sarah, em honra ao seu pai recentemente falecido, e que era um reconhecido conhecedor da Bíblia.
 
Esta última reunião teve lugar no passado dia 5 de Outubro, contando com a presença de dezenas de rabinos e acadêmicos, sendo muitos deles membros do atual governo israelita. Estiveram também presentes os pais dos 3 adolescentes israelitas raptados e assassinados em Junho passado por terroristas palestinianos. 

Gênesis 1:1
O ministro da Educação e um dos rabinos levantaram a questão da reivindicação dos judeus à Terra de Israel em relação ao primeiro versículo da Bíblia. Segundo um sábio judeu do século 11, a história da criação fornece aos filhos de Israel uma resposta às acusações feitas pelas nações do mundo de que eles "são ladrões, por terem roubado a terra de Canaã pela força." Foi Deus Quem criou a terra e compete portanto a Ele distribui-la conforme bem entender.
 
Nas suas afirmações iniciais, Netanyahu assinalou o timing apropriado para este tópico: "Estamos prestes a terminar a leitura da Torá no feriado "Simchat Torá", iniciando outra vez a partir do "Bereshit" (Génesis) - afirmou o primeiro-ministro.
 
"A natureza cíclica da leitura da Torá e o início renovado da sua leitura é também simbólico da renovação da nossa nação no nosso país. Apesar de todos os esforços para nos aniquilarem, sempre voltamos a reconstruir-nos novamente com uma verdadeira e profunda conexão às nossas raízes, mas ao mesmo tempo fazendo crescer a árvore que se chama Nação de Israel, com as nossas profundas raízes e ramos que se erguem para o alto."
 
"Fico sempre estimulado nesta ocasião" - prosseguiu Netanyahu, acrescentando: "Ela foi adiada por causa da operação militar deste verão, mas quero dizer-lhes que mesmo durante a operação, nesta casa, nós continuámos a estudar a Bíblia. Estudamo-la pelo menos uma vez por semana. Isso faz parte daquilo que somos."

Shalon Israel Shalon
DeOlhOnafigueira

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