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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Israel e Hamas aceitam 72 horas de cessar-fogo humanitário em Gaza

A ONU (Organização das Nações Unidas) e o governo dos Estados Unidos anunciaram um acordo para uma trégua humanitária na faixa de Gaza de 72 horas que terá início nesta sexta-feira (1º). O cessar-fogo de 72 horas começaria às 8h do horário local (2h do horário de Brasília).
 
Em um anúncio conjunto, EUA e a ONU asseguraram que "ambas as partes do conflito" concordaram com o cessar-fogo incondicional durante o qual devem negociar uma trégua mais durável.

O anúncio foi feito por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, e John Kerry, secretário de Estado norte-americano, em Nova Déli, Índia. Kerry destacou que o cessar-fogo de 72 horas será uma "trégua de oportunidade", imperativa para que ambos os lados "achem um denominador comum".

À "Reuters", Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, disse foi informado do pedido da ONU e que "em consideração à situação do povo palestino", o grupo concorda com a trégua humanitária de 72 horas, "desde que a outra parte aja de acordo com ela". "Todas as facções palestinas estão unidas em torno dessa questão", disse. 

Termos do acordo
"Durante o período as forças em terra permanecerão onde estão. Instamos ambas as partes a agir com moderação até que o cessar-fogo comece e que para que respeitem plenamente o compromisso durante o cessar-fogo. Este cessar-fogo é fundamental para dar a civis inocentes o alívio necessário da violência", diz o comunicado da ONU.

Os civis em Gaza, prossegue o comunicado, "vão receber ajuda humanitária urgente e terão a oportunidade de realizar atividades vitais, como enterrar os mortos e cuidar dos feridos, além de buscar alimento".

As delegações israelense e palestina devem ir imediatamente ao Cairo, no Egito, para que possam negociar um cessar-fogo durável e "o mais breve possível", frisaram ONU e EUA.


Mapa mostra localização de Israel, Cisjordânia e Gaza
Críticas 
Mais cedo, a Casa Branca havia considerado o bombardeio a uma escola da ONU "totalmente inaceitável e totalmente indefensável" e pediu que Israel que Israel agisse para impedir a morte de civis. Na quarta-feira (30), as Nações Unidas já haviam condenado o ataque, ao qual chamaram de "vergonha universal".

Ontem, Gaza viveu seu dia mais sangrento, com 119 mortos e 500 feridos em ataques e bombardeios --um deles em uma escola mantida pela ONU.

A chefe para Assuntos Humanitários da ONU, Valerie Amos, afirmou em videoconferência com o Conselho de Segurança que mais de 80% dos mortos na ofensiva israelense na faixa de Gaza são civis e que o mundo está assistindo "horrorizado ao desespero de crianças e civis sob ataque".


Em 24 dias de ofensiva, os mortos já são contabilizados em mais de 1.400, segundo o Ministério da Saúde em Gaza, entre eles pelo menos 251 crianças, e os feridos chegam a 8.000. Do lado israelense, são 59 mortos, dos quais três são civis. 

Uol
DeOlhOnafigueira

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