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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Paz entre Israel e Palestina está ‘mais distante do que nunca’, alerta secretário-geral da ONU

Ataques de palestinos contra israelenses, expansão dos assentamentos de Israel e demolições em larga escala de residências palestinas na Cisjordânia fizeram com que a confiança ‘evaporasse’ nas negociações por uma solução de dois Estados, lamentou Ban Ki-moon.
 
 Israelenses prestam socorro a vítimas de atropelamento proposital que aconteceu em um bairro ortodoxo de Jerusalém. Foto: IRIN / Oren Ziv

Por mais de seis meses, ataques terroristas individuais provocados por palestinos dispararam um surto de agressões e – somados à expansão contínua de assentamentos por forças israelenses – tornaram a solução de dois Estados “mais distante do que já esteve por muitas décadas”. A violência deixou vítimas de ambos os lados do conflito: mais de 200 palestinos e mais de duas dezenas de israelenses foram mortos.

Este foi o diagnóstico do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que apresentou suas avaliações sobre a conjuntura do Oriente Médio na semana passada (18), em pronunciamento no Conselho de Segurança. 

Assentamentos israelenses ‘são ilegais’
O chefe da ONU destacou que Israel continua a demolir estruturas palestinas na Cisjordânia em um nível alarmante. O número de demolições em 2015 foi ultrapassado em 2016 apenas nos três primeiros meses desse ano. Mais de 700 pessoas foram deslocadas.

Ban Ki-moon expressou preocupação quanto às contínuas expropriações e destruições punitivas de residências das famílias palestinas dos supostos perpetradores de ataques contra israelenses. Demolições realizadas com o intuito de repreender são uma forma de punição coletiva, o que é proibido pelo direito internacional, alertou o secretário-geral.

Outra violação do direito internacional – já destacada diversas vezes por Ban Ki-moon e reiterada no Conselho de Segurança – é a estratégia de construção de assentamentos que têm se expandido sobre terras do futuro Estado palestino.

O dirigente máximo das Nações Unidas chamou atenção para a declaração de posse de terra emitida por Israel no mês passado a respeito de alguns trechos do território palestino.

Para Ban Ki-moon, esses acontecimentos recentes levantam dúvidas sobre a postura do Estado israelense, cujas medidas parecem sugerir o objetivo, em última instância, de expulsar palestinos de certas partes da Cisjordânia – o que prejudicaria qualquer perspectiva de transição rumo à consolidação da Palestina.
Do lado palestino, Ban Ki-moon lamenta falta de unidade baseada na não violência

A respeito da Palestina, o secretário-geral lamentou o persistente fracasso dos debates entre diferentes entidades políticas em alcançar uma “unidade genuína baseada na não violência, na democracia e nos princípios da Organização para a Libertação da Palestina”.

O chefe da ONU pediu aos grupos palestinos que demonstrem seu compromisso para com a reconciliação e condenou o disparo de três foguetes lançados de Gaza em direção à Israel no dia 14 de abril. Ninguém foi morto ou ficou ferido. Partes do conflito devem evitar qualquer escalada de violência que poderia colocar em risco as vidas de israelenses e palestinos. 

Avanços tímidos rumo à estabilização
Ban Ki-moon ressaltou o ambicioso plano divulgado pelo governo palestino para investir 3,8 bilhões de dólares na reconstrução de Gaza. Segundo o secretário-geral, o desenvolvimento econômico e a restauração crítica da infraestrutura de água e eletricidade são essenciais para a estabilização da região.

O chefe da ONU elogiou a decisão de Israel que, a partir de 3 de abril, expandiu a zona pesqueira de Gaza de três para seis milhas náuticas.

“O caminho para fora do atual impasse político exige comprometimento, respeito mútuo e liderança de ambos os lados”, afirmou Ban Ki-moon. O dirigente máximo das Nações Unidas lamentou que a confiança parece ter “evaporado” das negociações entre as partes. “Um jovem palestino de 20 anos vivendo sob ocupação não viu absolutamente qualquer progresso político durante sua vida”, disse o secretário-geral.
 
NacoesUnidas.org
DeOlhOnafigueira

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