Em um encontro com altos funcionários do Ministério das Relações Exteriores, do qual também é titular, Netanyahu disse que é importante um acordo para "impedir que Israel se transforme em um estado binacional" e oferecer "estabilidade e segurança", informou a edição eletrônica do jornal "Haretz".
Este argumento foi um dos mais fortes na decisão do anterior primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, de iniciar negociações de paz com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, no final de 2007, e na de Ariel Sharon de abandonar a Faixa de Gaza e quatro colônias no norte da Cisjordânia em 2005.
Sharon, influenciado por dados do demógrafo Amnon Sofer, ordenou inclusive a construção em 2003 de uma polêmica barreira física entre a Cisjordânia e Israel para separar ambos os territórios e impedir a entrada de agressores palestinos.
Netanyahu aceitou no início da legislatura anterior a fórmula de dois Estados para dois povos, mas fez isso mais por pressões internacionais do que por convicção ideológica ou guiado pelo argumento de seus antecessores.
Na reunião, o primeiro-ministro não fez comentários sobre a declaração feita ontem em Washington por uma delegação da Liga Árabe, que afirmou que os palestinos poderiam aceitar pequenos reajustes na fronteira de 1967 para alcançar um acordo de paz.
A fronteira de antes da Guerra dos Seis Dias é considerada pela comunidade internacional e a ONU como a base fundamental para um futuro acordo e a criação de um Estado palestino.
A responsável israelense para as negociações com os palestinos, Tzipi Livni, elogiou a proposta da Liga Árabe, feita pelo primeiro-ministro do Catar, xeque Hamad Bin Jasem al-Thani.
Terra
DeOlhOnafigueira
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