Quando Israel invadiu o espaço aéreo da Síria em resposta ao ataque com drone por parte do Irã, o assunto foi destaque nos principais órgãos de comunicação do mundo e gerou debates na ONU.Agora que a Turquia anuncia que vai “retomar” o território do antigo Império Otomano (1299-1922), a questão é amplamente ignorada.
“Nós dizemos, todas as vezes que temos oportunidade, que a Síria, o Iraque e outros lugares na geografia [mapa] de nossos corações não são diferentes de nossa própria pátria. Estamos lutando para que uma bandeira estrangeira não seja cravada em qualquer lugar onde se ouve o adhan [chamado islâmico de oração em mesquitas]”, afirmou recentemente o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
Os discursos de Erdogan feitos em solo turco mostra sua disposição de retomar a antiga força do Império Otomano. Ao invadir o norte da Síria, na região de Afrin, chamou de “operação transfronteiriça”, um eufemismo para “invasão”. Destroçado pela guerra civil, o governo sírio sequer manifestou-se contrário.
Mas a retórica de Erdogan agora voltou-se para a Grécia. O Ministério da Defesa da Grécia divulgou um comunicado oficial denunciando que a Turquia havia violado 138 vezes o espaço aéreo grego em fevereiro. Após anos de relação distante, os turcos começaram a reivindicar soberania sobre muitas ilhas gregas perto da fronteira entre os países.

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