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Aumentaram os temores nesta terça-feira sobre a possibilidade de uma corrida armamentista na Síria, um dia depois de a União Europeia (UE) ter decidido deixar de lado seu embargo para o envio de armas para os rebeldes que lutam contra o regime do presidente Bashar Assad e no mesmo dia em que a Rússia divulgou que tem um contrato para a venda de sofisticados mísseis antiaéreos para o governo sírio. Também nesta terça-feira, Israel ameaçou atacar as remessas do sistema de defesa antiaérea russos se eles forem entregues à Síria.
Cada uma dessas situações pode elevar significativamente o poder de fogo da guerra civil que já dura mais de dois anos e matou mais de 70 mil pessoas em território sírio, além de ter desalojado centenas de milhares. As informações foram divulgadas também no momento em que Estados Unidos e Rússia se preparam para a realização de uma grande conferência em Genebra, em junho. Diplomatas afirmam que o encontro é a melhor forma de encerrar o derramamento de sangue sob o regime de Bashar Assad.