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domingo, 11 de agosto de 2013

Rússia- EUA: intermináveis contradições

O recente encontro russo-estadunidense no formato 2+2, antessala de uma malograda cúpula presidencial nesta capital, corroborou hoje à persistência de contradições, apesar dos gestos diplomáticos favoráveis a uma distensão entre as duas potências.
 
Apesar do pronunciamento do presidente Barack Obama sobre uma pausa nas relações bilaterais, o chanceler russo, Serguei Lavrov, fez ver que entre Moscou e Washington existe "um elevado nível de confiança".

Assegurou Lavrov em roda de imprensa que não há guerra fria entre Rússia e Estados Unidos, e que se mantêm as relações de sócios.

A televisora internacional Russia Today recorda que o encontro (2+2) dos titulares de Exteriores, Serguei Lavrov e John Kerry; e de Defesa, Serguei Choigu e Check Hagel, aconteceu no meio das tensões pelo caso do exagente da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden, a quem Moscou concedeu asilo político.

Para Lavrov, a reunião centrou-se em problemas internacionais, enquanto o tema Snowden "não se discutiu com profundidade", disse.

No entanto, a concessão do refúgio temporário ao autor da revelação do escandaloso programa da NSA para espiar a milhões de pessoas, governos e assinaturas estrangeiras, provocou o cancelamento, por Obama, da projetada cúpula presidencial com seu par russo, Vladimir Putin, a inícios de setembro, em Moscou.

Junto à postura russa em torno da Síria, o caso de Snowden reafirma as contradições que perduram na agenda bilateral e os escassos progressos de aproximação, depois da volta de Obama à Casa Branca.

Não só fica varado o diálogo entre os presidentes, como a assinatura de importantes acordos relativos ao comércio e os investimentos; a cooperação na luta contra o narcotráfico e o terrorismo internacional, além dos assuntos pendentes no tema do desarmamento nuclear.

O titular russo de Exteriores mostrou-se esperançoso de que os convênios possam ser assinados em outra ocasião, quando coincidam os presidentes, alegou.

De acordo com o jornal Kommersant, os acordos sobre projetos na esfera nuclear podem ser subscritas sem a presença dos mandatários, segundo fontes oficiais consultadas pelo diário de maior tiragem neste país.

De qualquer maneira, o pronunciamento de Obama em relação com Rússia corrobora uma vez mais com sua posição como "refém da situação política interna", opinou o vice-titular de Relações Internacionais do Conselho da Federação (senado), de Rússia, Andrei Klimov.

Considerou o legislador que as palavras de Obama resultam tremendamente estranhas se se tem em conta que foi ele quem propiciou o "reinicio" das relações entre Rússia e Estados Unidos, depois da deterioração dos nexos na época do expresidente George W. Bush.

Numa guinada, o governante estadunidense declarou que não iria a Moscou para a reunião com Putin, mas que irá à cúpula do G-20, prevista para o dia 5 do próximo mês em São Petersburgo, a capital econômica de Rússia.
 
Irã News
DeOlhOnafigueira

2 comentários:

  1. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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  2. Olá Antonio,

    Agradeço pelo reconhecimento. Por ter gostado do blog.

    Sou grato que estará seguindo. Serei recíproco.

    Que Deus lhe abençoe ricamente.

    Abraços,

    Antonio C. Carrafa
    DeOlhOnafigueira

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